sexta-feira, 13 de julho de 2007

Laura de Vison - A Grande Transformista





Laura de Vison fez muito sucesso nas décadas de 60, 70, 80 e 90 como transformista. Seu nome artístico surgiu ainda na década de 60 quando desfilava de biquíni e casaco de pele no Carnaval carioca.

Até recentemente, Laura fazia shows na cena GLBTT carioca e suas aparições foram muito festejadas.

Faleceu em 09 de julho de 2007, sendo enterrada no Cemitério de Inhaúma, no Rio de Janeiro.

Na pele de Norberto, também foi professor de História em escolas públicas do Rio de Janeiro. Em sala de aula não é um professor nada convencional. Já chegou a se vestir de Cleópatra para explicar a História do Egito.

Na década de 1970 foi presa por homofobia, segundo ela “simplesmente por ser gay”. Ficou dez dias em uma cela que lhe rendeu uma grande experiência de vida.

Após 18 anos como professor no Colégio Capitão Lemos Cunha, na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, perdeu o emprego porque respondeu às perguntas dos alunos sobre a transmissão sexual da AIDS.

Participou de alguns filmes como: "Mamãe Parabólica", curta-metragem (2005); "Laura, Laura", curta-metragem (2005); "Cazuza - O tempo não pára", longa-metragem (2004); "Você Decide", um episódio, em (1999); "Incidente em Antares", minissérie, como Singer Garcia (1994); "Noite", (1985); "Memórias Póstumas de Brás Cubas"; "Se tu vais ao Rio". Recebeu os seguintes prêmios: Medalha de Ouro no Festival du Court-Métrage de Bruxelles, na Bélgica, em virtude do filme "O Bigode da Aranha".
Candango de Ouro, em Brasília, e Sol de Prata, no Fest Rio, na categoria de melhor ator em "Mamãe Parabólica". Dados do site: Mix Brasil.

Laura de Vison era uma simpatia como pessoa. Quem a conheceu chamais a esquecerá. Nos anos 80, virou "cult" nas noites do casa noturna Boêmio, na Rua Santa Luzia.
Ela nunca esqueceu essa fase. Com o fechamento da casa, Laura passou a peregrinar pela Lapa a procura de outro espaço. Como não encontrou, acabou se sujeitando a distribuir balinhas em boates que não a consideravam "culta" para seu público tido como "elitista". Falta de cultura tiveram seus "diretores artísticos" e proprietários para não ver o que ela representava. Outra casas, como o Cabaré Casanova não permitia que ela entrasse, pois nos anos anteriores tinha concorrido com ela. Como a própria Laura falou a este bloqueiro.
Era uma tristeza ver Laura pedindo favor. O Brasil, que é um país sem memória, não dá valor a quem merece. Porém, nós chamais esqueceremos de LAURA DE VISON, com seu sorriso simpatico, mesmo nos momentos mais difíceis.

4 comentários:

Larissa disse...

acho realmente uma pena á perda de uma artista da qualidade de LAURA, pois alem de ireverente e muito criativa, era uma ótima pessoa "bati" papos formidáveis com ela,pois era uma pessoa muinto inteligente e "do bem"
PENA!!!!!!
BOA MATÉRIA SENNA
EDMUNDO.

Senna carioca disse...

Caro Edmundo,
muito obrigado pelo seu comentário.
Grande abraço,
Paulo

MidnightShift disse...

Paulo, linda essa homenagem à Laura em seu blog. Eu estive no Boêmio nos anos 80 e assisti ao incrível show dela, cantando "Vaca Profana".
Foi um momento único em minha vida.
É verdade: quem a conheceu não a esquece jamais!
Fiquei com lágrimas ao ler seu texto.
Parabéns pelo blog fantástico.

Gosto de ser informado, para poder informar aos que não sabem ainda disse...

Realmente, Laura de Vison foi um momento único para quem a viu atuar.
Obrigado